Metodologia investigativa para o ensino de solubilidade e polaridade
Problematização e dialogicidade
Se na educação tradicional o professor conduz os alunos à memorização mecânica de conteúdos desconectados da realidade e desprovidos de significado, na pedagogia libertadora o professor provoca e motiva os alunos, usando o diálogo a fim de desenvolverem juntos o processo de construção do conhecimento em sala de aula.
Em sua dissertação de mestrado Emília Fádua Sued Paulino faz uma narrativa de sua carreira docente e sua busca por capacitação e evolução profissional.
Como resultado de seu mestrado ela elaborou uma sequência de ensino investigativa abordando os conceitos de solubilidade e polaridade para ser trabalhada no 2° ano do Ensino Médio.
A proposta de mediação pedagógica de Vygotsky e a proposta do ensino problematizador de Paulo Freire influenciaram profundamente o trabalho de Emília visando o processo de Alfabetização Científica de alunos de Química no Ensino Médio.
Solubilidade e polaridade
Esta S.E.I foi desenvolvida ao longo de 15 aulas de 50 minutos cada.
Ela pode ser dividida em 7 etapas:
A professora escreveu no quadro as palavras: homogêneo, heterogêneo, soluto, solvente, solução, suspensão, coloide. Em seguida perguntou aos alunos o significado de cada palavra anotando no quadro as respostas.
Os alunos fizeram diferentes sistemas utilizando sal, óleo de soja, areia, álcool etílico e detergente.
A professora propos questionamentos sobre o experimento realizado: Quais sistemas são homogêneos? Quais são heterogêneos? Quais são soluções? Qual é uma suspensão? Há algum colóide?
Os alunos iniciaram um debate, apresentando diferentes hipóteses para resolução do problema.
Foram exibidos dois vídeos mostrando a ação dos detergentes e os alunos debateram oralmente sobre o conteúdo assistido. Em seguida eles fizeram desenhos legendados dos experimentos realizados.
Os alunos, organizados em grupos, leram e debateram notícias sobre os problemas trazidos para a população pela poluição das águas por meio do esgoto doméstico e elaboraram apresentações orais que foram apresentadas para toda a escola.
Ocorreu de maneira contínua. Foi observado o interesse e o desempenho dos alunos em cada etapa, o trabalho em grupo, os desenhos e as apresentações orais.
Emília sugere que uma conversa prévia com os alunos antes de aplicar a S.E.I. O professor deve explicar que eles participarão de um conjunto de aulas investigativas, que são aulas onde um problema é proposto e toda a classe se mobiliza para resolvê-lo, e o professor vai auxiliando conforme necessário.
Em muitos casos os alunos não conhecem o ensino por investigação, e esta conversa é uma oportunidade para que compreendam o que vai acontecer, e possam ser engajados pelo professor desde o início no processo investigativo.
Há também a sugestão de involver a equipe gestora da escola, sendo prudente esclarecer que será realizado um conjunto de aulas em que você e seus alunos assumirão posturas diferenciadas das habituais. Emília sugere que tudo o que ocorrerá durante a aplicação da S.E.I seja explicado, materiais necessários sejam solicitados e espaços sejam reservados com antecedência.
Achou interessante esta metodologia? Gostaria de aplica-la em sua sala de aula?
Baixe aqui a S.E.I que a Emília preparou!

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