Plano de aula Divisao celular com dinâmicas de grupo

Plano de aula divisão celular
BNCC EM13CNT301

Contextualizando a divisão celular

Em atividades didáticas que busquem valorizar os conhecimentos prévios adquiridos pelos alunos, a contextualização é um aspecto importante.

A contextualização permite o estabelecimento de associações e analogias entre os conhecimentos científicos que o professor busca trabalhar no processo ensino-aprendizagem e as experiências pessoais que os alunos trazem para a sala de aula.

A contextualização também é uma ferramenta importante para promover uma aprendizagem significativa, proposta por David Ausbel. Na aprendizagem significativa ideias novas interagem com conhecimentos existentes na estrutura cognitiva do aluno. Nessa interação os conhecimentos novos adquirem significado e os conhecimentos prévios podem ser reafirmados ou ressignificados.

Quais temas podemos utilizar para contextualizar o ensino da divisão celular?

O processo de cicatrização
O cancer e a formação dos tumores
O desenvolvimento dos embriões
Poluição ambiental e alterações genéticas
Tabagismo e alterações genéticas
Sequência didática

Usando Modelos didáticos para ensinar divisão celular

Universidade Federal Da Paraiba.Foto: Vanderson L. M. Fonseca

Vanderson Lizt Meneses Fonseca elaborou como parte de seu trabalho de mestrado na UFPB uma sequencia didádica para o ensino de duplicação do DNA e divisão celular. Veja a dissertação dele aqui.

Esta sequencia foi elaborada para alunos do 1˚ ano de ensino médio.

O modelo didático proposto por Vanderson, pode ser construído com materiais de baixo custo e fácil acesso o que torna a atividade mais acessível. Na elaboração deste modelo ele buscou incluir aspectos citogenéticos, associando o processo de duplicação do DNA com a divisão celular.

Nesta sequencia didádica 4 etapas são observadas:

1. O conhecimento prévio dos alunos sobre aspectos citogenéticos associados aos processos de divisão celular é registrado.
2. Uma exposição teórica dos temas é realizada, abordando duplicação do DNA e divisão celular, no trabanho desenvolvido por Vanderson esta etapa utilizaou 4 aulas.
3. Os alunos então participam de um atividade para elaboração dos modelos didáticos.
4. E por fim uma avaliação final sobre a compreensão dos temas abordados.

Para fazer o download desta sequencia didática clique aqui.

Outras atividades didáticas

Jogos didáticos

Podemos encontrar diversas propostas de atividades didáticas para o ensino do conceito divisão celular. Como a Mitose as Cegas, porposta por Ingrid Andrade Reis e apresentada no IX Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências.

Em outro exemplo, Manzke Borba da Universidad Nacional de La Plata na Argentina, propõe o jogo “Semelhanças e Diferenças no caminhar da Divisão Celular”. Os alunos recebem diversas folhas sulfite com desenhos de duas células que se encontram em uma das diversas fases da divisão celular, e devem compara-las listando as diferenças observadas.

A trilha meiotica é um outro exemplo que foi proposto por Rodrigo Lorbieski. Este é um Jogo de tabuleiro onde os alunos lançam os dados e respondem perguntas, com o objetivo de alcançar primmeiro a linha de chegada.

Experimentação-investigativa

Bioensaio com Allium cepa

Universidade Federal do Rio Grande.Foto: Kelen Veiga

Alterações cromossômicas mitóticas podem ser estudadas nas células somáticas das pontas das raízes ou tubos polínicos de cevada, feijão-fava ou cebola, por exemplo. Estes sistemas cromossômicos permitem a observação de estruturas danos cromossômicos e efeitos na segregação cromossômica e na função mitótica. Testes de mutagenicidade utilizando-se Allium cepa foram padronizados por Fiskejö e adotados pelo Programa Internacional de Segurança Química (PISQ) em 1985.

Uma estratégia para explorar o bioensaio com Allium cepa, é a investigação do potencial mutagênico de produtos comerciais, como o cigarro, a poluição em ecossistemas, ou ainda produtos químicos como o sulfato de cobre.

Danos genéticos causados por agentes exógenos podem ser detectados pela presença de micronúcleos, brotos nucleares, perdas cromossômicas e pontes cromossômicas.

Em uma abordagem investigativa, podem ser realizados ensaios do potencial mutagênico de diferentes agentes exógenos, ou a comparação de diferentes níveis de exposição a um mesmo agente. A problematização pode estar presente através do questionamento sobre as implicações dos resultados observados para a saúde e bem estar daqueles expostos ao agente exógeno estudado (i.e. cigarro).

Um guia de como realizar a preparação e coloração do meristema de raíz de cebola pode ser encontrado aqui. Elaborado por Marcelo Guerra e Maria José de Souza este é um material de referência no assunto.

Um guia de como realizar o bioensaio com Allium cepa pode ser encontrado aqui. É um texto do Programa Internacional de Segurança Química (PISQ), criado em 1980, desenvolvido pela Nações Unidas, Organização Internacional do Trabalho e, Organização Mundial da Saúde.

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